O ritmo mudou, o mundo mudou, o tempo passou, os processos se atualizaram e as carreiras vêm acompanhando tudo isso... No site da revista VOCE S/A, a jornalista Renata Avediani relata a mudança sofrida pelas carreiras e a adaptação necessária por parte dos profissionais. Boa dose de autoconhecimento, confiança e empreendedorismo são elementos fundamentais para os novos tempos no trabalho.
Renata comenta que o paulista Gustavo Reis, de 28 anos, já trabalhou em sete empresas diferentes desde que se formou em publicidade, em 2003. Passo a passo, ele foi intencionalmente colecionando experiências variadas. Acabou percorrendo, em oito anos, todas as áreas possíveis de sua profissão. "Essas experiências valorizaram meu passe", diz. "Não planejei tudo isso de forma estruturada, mas a trajetória que eu trilhei não foi por acaso", completa.
Diretor de mídia da agência de publicidade McCann Erickson, ele poderia estar satisfeito por ocupar uma posição de destaque em uma empresa global. Mas Gustavo pensa em desenvolver atividades diferentes das que ele realiza na McCann. Além do trabalho na agência, ele trilha uma carreira de professor. Já deu aulas na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo.
Parou para fazer mestrado, mas ainda dá aulas em cursos de curta duração. “Para ser um professor bem conceituado lá na frente, sei que preciso ter experiência e ser conhecido no meio”, diz. “Estou me preparando para isso desde já.” Trajetórias como a de Gustavo estão se tornando cada vez mais comuns, principalmente entre os mais jovens que começam a galgar posições de liderança nas empresas.
Se por um lado essas histórias profissionais causam certo desconforto (afinal, são sete empresas em oito anos e Gustavo já é diretor e nem tem 30 anos), elas são emblemáticas, pois materializam o que acadêmicos e pesquisadores do mercado de trabalho vêm afirmando há três décadas. “O emprego estável, em grandes empresas, já era. A carreira média vai consistir de duas ou três ocupações com meia dúzia ou mais de chefes.” Quem diz é Tom Peters, escritor de livros de gestão e negócios, que vem batendo nessa tecla há 20 anos, sem que a maioria das pessoas lhe dê ouvidos.
O especialista em cultura organizacional Edgar Schein prega que pensar a carreira de forma linear e vertical, de olho na cadeira do presidente, é tão antigo quanto o próprio conceito de organograma. “O movimento (e, poderíamos acrescentar, o crescimento) profissional ocorre em linhas horizontais”, defende Schein no livro Identidade Profissional, de 1996 — veja bem, há 14 anos. Se alguém duvida que isso acontece hoje, basta olhar os programas considerados modernos da cervejaria AmBev, com sede em São Paulo. Lá, há uma prática comum de os profissionais trabalharem em projetos específicos dentro de áreas distintas. “É importante mudar de projetos e setores para aprender coisas novas, porque as empresas e o mercado mudam o tempo todo”, diz Thiago Porto, gerente de desenvolvimento da empresa.
Não linearidade é o que prega a física quântica. Um ponto não precisa percorrer necessariamente uma trajetória linear para chegar de um ponto ao outro. Ocorrem saltos quânticos que permitem o trânsito por vários pontos sem uma rota linear. O salto quântico na vida pode ser uma atitude, uma mudança ou a crença em melhorar. Comece seu salto pelo autoconhecimento. O Método Quantum ajuda você.
Matéria publicada em http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/novo-jeito-planejar-carreira-532205.shtml
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