Por Fabiana Juarez*
A competição era de solo e salto na Ginástica Artística da Olimpíada Interescolar. Faixa etária: 6 a 8 anos. Ela não quis competir. “E se eu cair?”. “Se eu esquecer a série?”, “E se eu errar?”. Em outro cenário encontramos uma situação semelhante. Diante da possibilidade de promoção, troca de emprego, ou até um vestibular, os questionamentos reaparecem. Mas, desistir agora, a esta altura, não. O medo de “cair”, “esquecer a série” e “errar” permanece vivo.
De onde vem tanta cobrança interna? Se realmente desejamos algo, será necessário empenho e dedicação. Estudar, treinar, ler, reler. Às vezes é cansativo, noutras dói. Às vezes dá vontade de deixar para lá. Tudo isso faz parte. O problema é não aceitamos a possibilidade de errar ou perder.
Algumas pessoas envergonham-se de perder porque sentem nas costas o peso da torcida dos pais, da família, cônjuge ou amigos. O pensamento comum presente nestas pessoas é “eles acreditam que eu vou conseguir, como encará-los caso não consiga?”. Pior ainda são os “torcedores” não só acreditam como também dependem do êxito do outro.
Outras pessoas sentem raiva ao perder porque alguém pode ser melhor do que elas. A cobrança interior pela perfeição geralmente é muito forte. Também pode vir de fora a expectativa para que o “competidor” seja o primeiro e o melhor.
Outras pessoas também se decepcionam consigo, porque não alcançando os resultados esperados pensam que não serão dignas da admiração dos outros.
Existem diferentes situações que estimulam a cobrança interna e variadas reações a estas situações. Respeito é a palavra-chave. Por que temos tanta facilidade em nos cobrar internamente e tão pouca capacidade de nos respeitar intimamente? Respeite seus limites e resultados.
A menina da ginástica artística é minha filha. Recusou-se a competir na Olimpíada ano passado. Respeitei sua decisão. Este ano vai competir, pode ser que ganhe medalhas, pode ser que não. O que peço a ela é que faça o melhor que puder, respeite-se e comemore o resultado que conquistar.
Fabiana Juarez é COO - Chief Operating Officer e CMO - Chief Marketing Officer - Quantum Assessment
Já imaginou uma apresentação onde você lida de maneira simultânea com textos, imagens, vídeos, sons tendo a oportunidade de “brincar” com eles, modificando-os, reorganizando-os, enfim, interagindo com ela?
“Se encaramos o trabalho como missão e não como obrigação, ao invés de gastar energia vamos absorver energia.”
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