Por Anna Maria Canzonieri*
A palavra trabalho tem origem em tripaliare, cujo significado é torturar. É possível classificar como labor cuja conotação é o trabalho penoso, ou como opus, que denota um trabalho criador. Pode-se perceber também o uso de trabalho transdutivo para as realizações ligadas ao ensino, à saúde, entre outros; e trabalho produtivo, ligado às atividades de transformação da matéria prima. Isto demonstra a evolução da significação e diferenciação do trabalho, ao longo do tempo, possibilitando a incorporação de novos conceitos e de novas ações.
O trabalho deixou de ser visto apenas como o conjunto de tarefas realizadas por um indivíduo em um cargo ou função, tornou-se o prolongamento das ações do próprio indivíduo, pois o resultado está ligado à competência da realização da tarefa.
Trabalhar envolve o fazer, porém nem toda a ação é trabalho. Para representar um trabalho é necessário ter uma ação dirigida aos objetivos.
Os indivíduos que fazem a entrega de seus conhecimentos realizam tarefas diferenciadas pelo exercício de suas competências, portanto, definir trabalho vai além de caracterizá-lo como o cumprimento de uma tarefa usando-se o potencial físico e/ou intelectual.
Pode-se pensar que anteriormente o homem se satisfazia com o cumprimento de tarefas; ele executava uma ação, obtinha um resultado e com isto a recompensa por seu trabalho. Ao longo do tempo, o homem foi desenvolvendo suas capacidades, ampliando seus conhecimentos e graças a sua insatisfação foi revendo os seus desejos, portanto, não mais se contentando com as recompensas propostas, ele passou a traçar as metas para atingir as recompensas desejadas.
Segundo Wisner (1994), pode-se dizer que há três aspectos básicos estabelecendo-se no trabalho:
1. Físico
2. Cognitivo
3. Psíquico.
A interrelação entre o físico, o cognitivo e o psiquismo é que atribuem ao indivíduo a forma de execução da ação para a realização do trabalho. Aqui estão envolvidos comportamentos, pensamentos e emoções.
Pode-se pensar que para se atingir metas no trabalho, o indivíduo deve ter consciência de suas competências pessoais, saber como executar sua entrega e estar comprometido com a realização da tarefa.
A escolha do emprego e o sentir-se bem no trabalho são fatores fundamentais para a satisfação da segurança pessoal. Se afetado o estado de segurança, o indivíduo pode desenvolver problemas físicos, psíquicos e estados de desmotivação, entre outros. Há também situações em que o indivíduo, com medo da perda da segurança e da estabilidade profissional, se torna amável e cumpridor de tarefas, assim ele cria um mecanismo de proteção evitando as críticas e as exposições, muitas vezes não arriscando para não perder; isto pode torná-lo até estável em um cargo, porém não o torna competitivo.
Esta frase célebre de Rosseau – “a profissão do homem é viver”, para se referir ao sentido do trabalho, nos mostra a importância de uma atividade que drene a capacidade criativa do homem e se transforme em realizações. Que o trabalho seja algo prazeroso e saudável.
Hoje, a busca do homem no trabalho é para torná-lo melhor. Não é meramente um ato de adaptação às exigências, mas uma forma de adequar o trabalho ao homem, ao social, ao meio. É um processo de conscientização sobre o sentido da ação e do comportamento humano no trabalho. Somente assim: Trabalho-amor.
Já imaginou uma apresentação onde você lida de maneira simultânea com textos, imagens, vídeos, sons tendo a oportunidade de “brincar” com eles, modificando-os, reorganizando-os, enfim, interagindo com ela?
“Se encaramos o trabalho como missão e não como obrigação, ao invés de gastar energia vamos absorver energia.”
Editora Aleph promove workshop de Amit Goswami com apoio da Universidade Quantum.
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