Que o mapa seja, antes e acima de tudo, uma revelação que nos espante, nos encante, nos instigue e nos ponha a pensar - naquilo que conhecemos e no que falta descobrir.
Que o mapa nos faça rir sozinhos, ao confrontar o que imaginávamos ser com o que não sabíamos que éramos.
Que o mapa, em seu relevo, revele nossos picos, planícies e vales obscuros, e que esse desbravar nos leve à aceitação e ao respeito à auto-geografia e ao terreno alheio ao nosso.
Que o mapa aposente as antigas bússolas que tínhamos, e que nos faziam andar em círculos.
Que o mapa cumpra fielmente a missão de guiar, sem influenciar ou induzir. Que nos pegue pela mão, mas que reconheça que podemos caminhar com as próprias pernas.
Que o mapa seja flexível a ponto de fazer o sertão virar mar e o mar virar sertão, se este for o rumo da viagem e a vocação do viajante.
Que embora múltiplo e poderoso, tenha a humildade de acertar-se mero mapa - sem querer ser território.
Que o mapa, mais que um conjunto de lugares, retrate conjunto de pessoas. Gente que se aproxima não pela contingência geográfica, mas por afinidades verdadeiras.
Que o mapa localiza nossas highways sem desprezar as vicinais, pois todo caminho é caminho para chegar onde queremos.
Que o mapa nos desvie do deserto de estar só e nos conduza, em vela aberta, aos Caribes dos encontros.
Que o mapa, ao invés de demarcar fronteiras, destrua-as. Que o mapa, em sua hidrografia, seja pródigo em rios, cachoeiras e nascentes que matem a sede de respostas em nós mesmos e nos outros.
Que o mapa desvende, enfim, as matas fechadas da psique, os canyons comportamentais e especialmente as searas do coração.
Que o mapa seja a rota de navegação segura, onde Ação, Comunicação, Estabilidade e Referencial sejam Norte, Sul, Leste e Oeste.
Marcelo Sguassabia - Publicitário / Analista Quântico
Blog: www.consoantesreticentes.blogspot.com
setembro/ 2008
Já imaginou uma apresentação onde você lida de maneira simultânea com textos, imagens, vídeos, sons tendo a oportunidade de “brincar” com eles, modificando-os, reorganizando-os, enfim, interagindo com ela?
“Se encaramos o trabalho como missão e não como obrigação, ao invés de gastar energia vamos absorver energia.”
Editora Aleph promove workshop de Amit Goswami com apoio da Universidade Quantum.
© 2008 - QUANTUM ASSESSMENT - todos direitos reservados