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“Ninguém gosta de frustrar um filho, mas, às vezes, é inevitável. Aprender a lidar com a frustração é inerente ao processo de desenvolvimento e da formação da personalidade do ser humano. Ensiná-lo a conter a impulsividade e a manter a calma diante das contrariedades é o que vai fazer dele um adulto capaz de entender o ponto de vista do outro”, analisa a psicóloga Maria Regina Domingues de Azevedo, professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do ABC.

Recentemente, Claudio Tieghi, presidente da Associação Franquia Sustentável (Afras) e diretor de responsabilidade social do grupo Multi Holding publicou em sua coluna na revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios” um artigo que ressalta a importância que o crescimento da economia está gerando para o capital humano das empresas para o desenvolvimento dos negócios.

Esta é uma pergunta pertinente e que deve ser feita constantemente pelos gestores de RH, principalmente naqueles momentos em que gerentes de outras áreas da empresa reclamam por possuir pessoas na equipe sem o perfil adequado para as atividades. Infelizmente, muitas empresas mantêm profissionais em cargos e ambientes que não  são apropriados e o pior: a maioria nem se dá conta disso. Ou detectam o problema e não tomam qualquer iniciativa.

As empresas sabem, ou pelo menos já deveriam saber: o capital humano é o bem mais valioso que elas possuem. Para desenvolver os colaboradores e engajá-los para trabalhar para a sua empresa, é necessário criar condições de trabalho. Eles precisam estar felizes e satisfeitos no desenvolvimento das atividades. Por isso, é importante uma ação estratégica da área de recursos humanos sobre perfil comportamental.

Ao norte da Espanha, há uma região, Altamira, conhecida pelas cavernas recobertas por pinturas rupestres de imagens de animais, feitas ainda no período pré-histórico. Mas a história do descobrimento das cavernas de Altamira não teve um início honroso e nem digno de comemorações.

Com base nos artigos divulgados anteriormente e na aplicação do Método Quantum (MQ), o Laboratório Quantum gostaria de ressaltar as qualidades, aptidões e habilidades que diferenciam estes cidadãos rotaractianos e rotarianos, que buscam atender e beneficiar, com ética e seriedade, toda a sociedade ao seu entorno.

Mais importante que adquirir conhecimentos técnicos, os profissionais precisam dominar competências humanas para desenvolver carreiras de sucesso. Aprender tais habilidades exige alguns conhecimentos “além das teorias”, que envolvem autoconhecimento.

O Método Quantum é utilizado como avaliação de perfil comportamental e de desenvolvimento humano nas organizações, mas seu uso é amplo e diversificado. Justamente por isso, possibilita também o autoconhecimento.

Desenvolvido no início dos anos 90, o Método Quantum é uma pesquisa científica aplicada individualmente. Identifica perfis profissionais e pessoais, avaliando a tendência comportamental das pessoas, suas aptidões, características, estilo de ação, forma de se comunicar e interagir. É uma ferramenta de assessment nascida no Brasil e desenvolvida para o mundo. Leva em consideração o povo, sua cultura, história, idioma e época. Com laboratórios linguísticos no Brasil e no México e pontos de conexão nos EUA, Europa e Oceania, o Método Quantum também é validado cientificamente em versões nos idiomas espanhol e inglês.

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Pesquisa científica retrata os estilos de ação dos rotaractianos no Brasil demonstrando o perfil comportamental desses jovens.

No início dos anos 60, Rotary Clubs de todo o mundo começaram a patrocinar grupos de jovens universitários por atividades sociais e serviços prestados à comunidade. Em 1968, reconhecendo a importância dessas atividades, o conselho diretor e o presidente do Rotary International (RI) em 1967-68, Luther Hodges, aprovaram o Rotaract como um programa oficial do RI. O primeiro clube a ser admitido oficialmente foi o Rotaract Club de North Charlotte, na Carolina do Norte, EUA.

Depois de várias décadas, o Rotaract tornou-se uma dinâmica associação internacional de clubes de prestação de serviços, presente em 120 países e áreas geográficas, com mais de 130.000 sócios em 6.000 clubes. O quadro social dos Rotaract Clubs é integrado por jovens de ambos os sexos, de 18 a 30 anos, interessados em servir suas comunidades, ampliar suas amizades e contatos profissionais, além de aprimorar seu entendimento do mundo.

O Rotary International é uma organização internacional de prestação de serviços integrada por líderes empresários e profissionais de ambos os sexos, com 28.000 Rotary Clubs e mais de 1,2 milhão de sócios em todo o mundo. Cada Rotaract Club é patrocinado por um Rotary Club local. Esse patrocínio deve-se à convicção do Rotary de que os jovens devem interessar-se pela vida comunitária e ter oportunidades de desenvolvimento profissional.

Os Rotaract Clubs implementam uma variedade de projetos e atividades, dependendo principalmente do interesse dos seus sócios. Há, entretanto, três tipos de atividades que todos os clubes devem programar: desenvolvimento profissional, desenvolvimento de liderança e projetos de prestação de serviços. Atividades nessas três áreas asseguram um programa equilibrado, bem como oportunidades para o desenvolvimento pessoal de cada sócio.

CONARC 2009

Formado por jovens de 18 a 30 anos, o evento teve como objetivo principal a formação de lideranças, projetos para o novo ano e a apresentação de resultados alcançados.

No Brasil, todos os anos no mês de janeiro esses jovens se reúnem para receber treinamentos, definir estratégias, ações do Rotaract no Brasil para o próximo ano e conferir os resultados alcançados no ano anterior.

A XXXV Conferência Multidistrital de Rotaract Club foi realizada na cidade Guarulhos, próximo à cidade de São Paulo, com o tema “Um olhar para o futuro”. A equipe organizadora tinha como meta conscientizar os participantes da importância da educação como propulsora do desenvolvimento pessoal e profissional de cada um.

Durante os dias 21, 22, 23, 24 e 25 de janeiro foram realizadas palestras ministradas por profissionais renomados nos temas educação ambiental, financeira e política, fóruns de debates sobre o futuro da juventude e os caminhos para alcançar o sucesso.

Com a visão de futuro e com uma proposta de educação baseada em autoconhecimento, o Grupo Quantum, por meio de seu laboratório de pesquisa, ofereceu apoio cientifico a CONARC mapeando os jovens participantes que tiveram a oportunidade de preencher o Método Quantum, teste que mapeia as tendências comportamentais e identifica os principais estilos referentes à ação, comunicação, estabilidade e ao posicionamento perante referenciais.

O Método Quantum, ferramenta desenvolvida pela Dra Claudia Riecken, proporcionou o autoconhecimento para os participantes e permitiu a visão panorâmica da formação pessoal deste grupo. Mais de 100 jovens tiveram acesso ao seu perfil comportamental e agora podem fazer desta consciência e aprendizado um aliado para obter sucesso na vida pessoal e profissional.

O objetivo em mapear os jovens do Rotaract era conhecer as tendências comportamentais dos integrantes rotaractianos do Brasil presentes no evento CONARC, por meio do Método Quantum de modo a contribuir com o desenvolvimento dos jovens e analisar as prováveis contribuições em relação à formação que o Rotary dá a eles. A ideia desta pesquisa não é segmentar por atividade, idade, sexo, região ou qualquer outro tipo de classificação. A proposta é uma descrição ampla sobre o comportamento dos rotaractianos e suas motivações subjetivas, emocionais e internas identificadas de forma objetiva.

Esta pesquisa foi feita exclusivamente para o jovem rotaractiano e não se aplica a avaliar ou cruzar dados referentes aos demais jovens não rotaractianos.

Os testes foram analisados por meio de tabulação de dados que demonstraram como se apresentavam os fatores puros A (ação), C (comunicação), E (estabilidade), R (referência).

O Método Quantum avaliou o comportamento dos jovens em três situações: self, como o indivíduo age e reage naturalmente ao meio; contexto profissional, como o indivíduo reage em função da expectativa do meio sobre ele; interação, como o indivíduo desenvolve mecanismos para lidar com a demanda do meio, buscando adequação.

A atribuição de valores (alto, baixo e médio) para cada fator é uma demarcação em relação a uma linha média de respostas baseadas nas métricas da população brasileira. Estes valores indicam características diferentes do comportamento e não significam nenhum tipo de juízo de valor (melhor ou pior), apenas retrata o momento pelo qual passa o sujeito de pesquisa.

O Método Quantum é uma ferramenta que auxilia as pessoas a reconhecerem seu comportamento e suas atitudes no cotidiano profissional e pessoal e se torna uma ferramenta importante para mapear equipes, empresas e populações específicas, como os jovens do Rotaract, por exemplo.

Os resultados são categóricos: em sua natureza self (comportamentos apresentados nos momentos de conforto do sujeito de pesquisa), 46% dos jovens mapeados possuem estilo de ação (dominância) representado pelo “alto A” no mapa quântico, ou seja, são pessoas que tomam iniciativas e assumem riscos. 48% dos jovens possuem o “baixo A” em seu mapa Quantum. São pessoas mais democráticas e que buscam uma liderança compartilhada. 66% dos pesquisados possuem o “alto C”, estilo de ação mais persuasivo, comunicativo e envolvente. 24% dos jovens possuem o “baixo C”, estilo mais conteudista e introspectivo. No que se refere ao fator “E” do mapa Quantum, fator que indica a velocidade com que o sujeito de pesquisa imprime aos processos, 44% apresentam o “alto E”, ou seja, executam uma tarefa por vez, preferem metas mais largas e não gostam de atuar sob pressão. 49% possuem o “baixo E”, pois gostam de executar várias tarefas ao mesmo tempo, são mais impacientes e priorizam bem suas atividades. No último fator da natureza self dos pesquisados, o fator “R”, 42% têm “alto R”. São pessoas que necessitam de ambientes estruturados, são especialistas e detalhistas. 44% possuem o “baixo R”. São pessoas criativas, mais generalistas.

É importante lembrar que a natureza self apresenta os comportamentos que os pesquisados têm nos seus momentos de conforto, em momentos de descontração, durante os quais podem ser e agir conforme sua maneira natural.

No segundo gráfico apresentado  pelo mapa Quantum que mostra contexto profissional, essas porcentagens mudam. Este gráfico apresenta como o sujeito de pesquisa age no seu ambiente profissional. Fica bastante clara a necessidade percebida, pelos pesquisados, em imprimir mais velocidade aos processos e ter ações mais proativas. 55% possuem o “alto A”, 33% possuem “baixo A”, 64% têm em seu mapa o “alto C”, 31% “baixo C”, 36% “alto E”, 56% “baixo E”, 48% “alto R” e 44% com “baixo R”.

Por último, o gráfico da integração no mapa Quantum apresenta características de comportamentodo individuo frente à capacidade de integrar suas próprias características àquelas solicitadas pelo ambiente.

Percebe-se que neste gráfico a leitura dos dados é parecida com a do contexto profissional, indicando que o comportamento integrado dos sujeitos de pesquisa corresponde a uma adequação à solicitação dos ambientes.

Esta informação nos faz questionar se os jovens sofrem uma mudança de comportamento por influência do meio. Pode-se pensar inclusive que essa influência venha da relação com o Rotary em função das fortes solicitações das atividades existentes na instituição.

A pesquisa constata que com o aumento do “alto A”, aumento do “alto C” (,) e aumento do “baixo E” o individuo manifesta um comportamento que o leva a ter atitudes mais proativas, ou seja, tomadas de decisão, persuasão, proximidade afetiva com as pessoas no estabelecimento das relações, versatilidade e agilidade na execução das múltiplas tarefas as quais se envolve.

Na integração, 54% têm “alto A”, 37% têm “baixo A”, 71% possui o “alto C”, 22% “baixo C”, 42% “alto E”, 55% “baixo E” e 47% com “alto R” e 40% “baixo R”.

Os resultados da pesquisa apontam que o estilo de decisão predominante no grupo analisado é o de correr risco, ou seja, uma postura de enfrentamento direto e objetivo em relação às situações. A pesquisa ainda aponta que entre resultados, orientação para as atitudes são as voltadas às pessoas, ao relacionamento interpessoal. Supõe-se que estas características estejam relacionadas às condições favoráveis do meio social em que vivem os rotaractianos em decorrência do Rotary e de suas ações junto à comunidade.

O Método Quantum mostra também aspectos como o aproveitamento de potencial dos sujeitos de pesquisa. Neste quesito, os pesquisados apresentaram um estilo sobrecarregado, demonstrando que o sujeito de pesquisa encontra-se com excesso de afazeres, mas conseguindo desempenhar suas atividades, o que pode ser compreensível em função da própria idade do jovem, em função de estudo, trabalho, família, lazer e ainda as atividades do Rotaract. Fica a reflexão: como este jovem consegue lidar com todas as tarefas?

Com a pesquisa feita, podemos retratar o momento atual dos rotaractianos do Brasil, independentemente de qualquer outra classificação pessoal ou profissional. Este é o retrato científico sobre o perfil comportamental desses jovens.

A proposta da pesquisa feita não é discutir questões de personalidade, educação, formação, cultura ou qualquer outro elemento que esteja ligado ao comportamento. A ideia é mapear essencialmente o perfil comportamental por meio das respostas obtidas no teste Método Quantum e refletir sobre as possibilidades de interferências do Rotary sobre a formação dos jovens.

Cientes de que as pessoas mudam o comportamento em função de contextos e circunstâncias às quais são expostas, a intenção deste estudo foi retratar o momento para reflexão sobre o perfil do comportamento do rotaractiano e a importância do papel do Rotary como agente de desenvolvimento de liderança.

Ficam evidentes as mudanças que alteram as características dos mapeados, que se tornaram pessoas mais proativas, comunicativas, afetivas e versáteis, correspondendo, de certa forma, à solicitação do meio ambiente universal, que deseja que as pessoas apreendam e desenvolvam com mais qualidade e rapidez suas tarefas.

O Grupo Quantum faz o mapeamento dos jovens do Rotaract desde 2007, onde foram feitos grupos, controle e análises de equipes de jovens, com o objetivo de orientar o desenvolvimento dos mesmos.

Por Ana Maria Canzonieri

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